Região Autónoma dos Açores · 3554 habitantes
Uma casa custa, em mediana, 1610 €/m², 29 % abaixo da mediana nacional. É o 102.º concelho mais caro do país em 306, o 5.º em 17 no distrito.
Valores medianos das escrituras dos últimos 12 meses (INE). Os quartis dizem quanto custam as casas mais baratas (1.º) e as mais caras (3.º); as tipologias só existem para 58 concelhos e as suas freguesias.
Ao preço mediano, um T2 de 80 m² custa 128 800 € e um T3 de 100 m² 161 000 €. O agregado fiscal mediano de São Roque do Pico declara 14 512 € líquidos por ano: são 11,1 anos de rendimento para os 100 m².
Amostra dos anúncios de venda e arrendamento no imovirtual.com (recolhida a 2026-10-24), comparada com a mediana das escrituras do INE. Os anúncios são preços pedidos: dizem o que está no mercado hoje, não o que se fechou.
Escolhemos os anúncios cujo €/m² está mais perto da mediana da amostra — nem os mais baratos nem os destacados. Cada um pode ser levado ao simulador.
Fonte dos anúncios: imovirtual.com, 1.ª página de resultados por concelho (até 36 anúncios de apartamentos e 36 de moradias), recolhida a 2026-10-24. Preços pedidos, não pagos; a amostra não é o mercado todo.
Rendimentos declarados no IRS por quem reside no concelho (INE/AT) e salários pagos por empresas sediadas no concelho (Quadros de Pessoal).
Renda mediana dos novos contratos para 80 m² contra a prestação de um T2 de 80 m² ao preço mediano, com entrada de 10 %, 30 anos e a taxa média atual dos empréstimos à habitação. Não entra o IMI, o condomínio nem os seguros.
O INE não publica a renda mediana para São Roque do Pico: houve poucos contratos nos últimos 12 meses e o valor é omitido abaixo de um mínimo de transações. A comparação não é possível.
Os Censos de 2021 dizem quem é dono e quem arrenda, e quanto pagava cada inquilino conforme a data do contrato. A AIMA, via INE, conta os residentes estrangeiros ano a ano. Juntos mostram quem está exposto às rendas novas e quanta procura chegou de fora.
População estrangeira com estatuto legal de residente (AIMA, publicada pelo INE) a dividir pela população residente. O INE só recebeu dados da AIMA até 2023.
O INE publica onze nacionalidades e junta as restantes em "Outros países".
A linha azul é São Roque do Pico; as cinzentas são os outros concelhos do distrito de Açores; a preta é Portugal.
| Trimestre | São Roque do Pico | Portugal |
|---|---|---|
| 4.º trimestre de 2019 | — | 1094 €/m² |
| 1.º trimestre de 2020 | — | 1127 €/m² |
| 2.º trimestre de 2020 | — | 1146 €/m² |
| 3.º trimestre de 2020 | — | 1167 €/m² |
| 4.º trimestre de 2020 | — | 1190 €/m² |
| 1.º trimestre de 2021 | — | 1197 €/m² |
| 2.º trimestre de 2021 | — | 1218 €/m² |
| 3.º trimestre de 2021 | 772 €/m² | 1251 €/m² |
| 4.º trimestre de 2021 | 666 €/m² | 1297 €/m² |
| 1.º trimestre de 2022 | 889 €/m² | 1346 €/m² |
| 2.º trimestre de 2022 | 795 €/m² | 1402 €/m² |
| 3.º trimestre de 2022 | 938 €/m² | 1446 €/m² |
| 4.º trimestre de 2022 | 1190 €/m² | 1484 €/m² |
| 1.º trimestre de 2023 | 1182 €/m² | 1509 €/m² |
| 2.º trimestre de 2023 | 1184 €/m² | 1541 €/m² |
| 3.º trimestre de 2023 | 1143 €/m² | 1579 €/m² |
| 4.º trimestre de 2023 | 1163 €/m² | 1611 €/m² |
| 1.º trimestre de 2024 | 1022 €/m² | 1633 €/m² |
| 2.º trimestre de 2024 | 1045 €/m² | 1661 €/m² |
| 3.º trimestre de 2024 | 1207 €/m² | 1709 €/m² |
| 4.º trimestre de 2024 | 1116 €/m² | 1777 €/m² |
| 1.º trimestre de 2025 | — | 1845 €/m² |
| 2.º trimestre de 2025 | 1257 €/m² | 1923 €/m² |
| 3.º trimestre de 2025 | 1380 €/m² | 1991 €/m² |
| 4.º trimestre de 2025 | 1568 €/m² | 2076 €/m² |
| 1.º trimestre de 2026 | 1390 €/m² | 2168 €/m² |
| 2.º trimestre de 2026 | 1610 €/m² | 2264 €/m² |
Preço mediano por m² e renda por freguesia, nos últimos 12 meses. O INE só publica onde há vendas ou contratos suficientes; as restantes freguesias estão na tabela, com os Censos de 2021 (cada nome abre a página da freguesia).
O INE não publica o preço mediano para as freguesias de São Roque do Pico: houve poucas vendas nos últimos 12 meses e o valor é omitido abaixo de um mínimo de transações. A tabela tem os Censos de 2021.
| Freguesia | €/m² venda | €/m² renda | Renda T2 (80 m²) | AL registados | Vagas 2021 | Antes de 1981 | Arrendam |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Prainha | — | — | — | 0 | 2,2 % | 15 % | 4 % |
| Santa Luzia | — | — | — | 0 | 16,9 % | 72 % | 13 % |
| Santo Amaro | — | — | — | 0 | 1,7 % | 40 % | 5 % |
| Santo António | — | — | — | 0 | 16,6 % | 31 % | 13 % |
| São Roque do Pico | — | — | — | 0 | 15,2 % | 38 % | 16 % |
Os Censos de 2021 mediram cada casa habitada: área, divisões, pisos, elevador, e quanto as famílias pagavam de prestação ou de renda. É o retrato real do parque de São Roque do Pico, em abril de 2021, ao lado do que o mercado pede hoje.
INE 0012532, Censos 2021 · encargo médio mensal das famílias com empréstimo para a casa própria · inclui contratos antigos
INE 0012522, Censos 2021 · renda média mensal dos alojamentos arrendados · média de todos os contratos em vigor
INE 0012480 e 0012458, Censos 2021 · agregados em alojamentos sobrelotados sobre todos os agregados
INE 0012518, Censos 2021 · superfície média útil dos alojamentos de residência habitual
Abaixo de 20 m² por pessoa é apertado; as três primeiras linhas, a cheio, são onde a sobrelotação se concentra.
Fonte: INE, Censos 2021 (0012503, 0012512, 0012577, 0012532, 0012522, 0012480, 0012518). Residência habitual; os edifícios contam todos os clássicos.
Fogos licenciados e concluídos em construções novas para habitação (INE), a relação com os nascimentos, e os novos registos de alojamento local por ano (RNAL, só continente). O INE não publica a duração das obras ao concelho: as conclusões são estimadas a partir do prazo previsto na licença.
INE 0013236 · fogos licenciados em construções novas para habitação, anual · licenciar não é concluir · até 2025
INE 0013248 · fogos concluídos em construções novas, anual · estimado a partir do prazo da licença · até 2025
INE 0013044 · taxa bruta de natalidade (nascimentos por 1 000 habitantes), anual · até 2025
Sem registos de alojamento local para São Roque do Pico (as regiões autónomas têm registos próprios).
INE 0013255 · edifícios concluídos que são ampliação, alteração ou reconstrução, anual · conta edifícios, não fogos
Edifícios concluídos por tipo de obra (INE 0013255): ampliação, alteração e reconstrução contra construção nova. Conta edifícios, não fogos.
INE/DGT 0014611, COS Série 2 · território artificializado sobre a área total, 2018 e 2023 · só continente
Carta de Uso e Ocupação do Solo, Série 2 (INE/DGT, 0014611 e 0014613): edificado, vias, indústria e equipamentos sobre a área total do concelho. Não diz se o solo ocupado é habitação.
Movimentos pendulares dos Censos 2021: quem sai do concelho todos os dias para trabalhar ou estudar, e com que concelhos há mais ligações. Quando um quarto da população trabalha na cidade ao lado, o mercado da casa é o dessa cidade.
São Roque do Pico é mais caro por m² do que Madalena (1610 €/m² contra 1277 €/m²): aqui, quem sai a trabalhar não o faz para poupar na casa.
| Concelho | Pessoas | % das ligações | €/m² lá | Diferença face a São Roque do Pico |
|---|---|---|---|---|
| Madalena | 307 | 38 % | 1277 €/m² | -333 €/m² |
| Lajes do Pico | 181 | 22 % | 1113 €/m² | -497 €/m² |
| Ponta Delgada | 80 | 10 % | 2083 €/m² | +473 €/m² |
| Angra do Heroísmo | 46 | 6 % | 1366 €/m² | -244 €/m² |
| Horta | 43 | 5 % | 1370 €/m² | -240 €/m² |
Edifícios por época de construção e proporção com necessidade de reparação (Censos 2021), mais as casas vagas e de uso sazonal. Onde há stock antigo e degradado, há casas sem haver oferta.
| Época | Edifícios | % | Portugal % |
|---|---|---|---|
| 2011 - 2015 | 41 | 1,8 % | 1,4 % |
| 2016 - 2021 | 44 | 2,0 % | 1,7 % |
| Antes de 1919 | 110 | 4,9 % | 4,9 % |
| 1946 - 1960 | 198 | 8,8 % | 10,5 % |
| 1919 - 1945 | 200 | 8,9 % | 7,8 % |
| 2001 - 2005 | 227 | 10,1 % | 8,6 % |
| 2006 - 2010 | 249 | 11,1 % | 6,2 % |
| 1981 - 1990 | 331 | 14,7 % | 16,3 % |
| 1961 - 1980 | 373 | 16,6 % | 27,1 % |
| 1991 - 2000 | 474 | 21,1 % | 15,6 % |
Diferença entre quem veio viver para o concelho e quem saiu, por ano (INE, estimativas de população). O preço da casa é também uma consequência de para onde as pessoas se mudam.
Dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico (INE), por ano e por 100 residentes. Mede pressão real, enquanto o RNAL conta licenças.
A taxa de IMI é a única alavanca de preço que a câmara fixa todos os anos. O incumprimento no crédito à habitação vem do Banco de Portugal, ao nível da sub-região (NUTS III). Os novos contratos de arrendamento dizem se há sequer mercado para arrendar.
Sem dados publicados.
Os Censos contam casas vagas de dez em dez anos. A E-Redes publica todos os meses quantos pontos de entrega de eletricidade têm contrato e quanto consomem, por freguesia. Não é o mesmo que "casas vazias" (há garagens e arrecadações), mas é o retrato mais fresco que existe de onde a luz está acesa.
Sem dados da E-Redes para São Roque do Pico: a rede das regiões autónomas não é da E-Redes.
Quem vende ou arrenda uma casa tem de pedir um certificado energético. A ADENE publica, por concelho e mês, quantos se emitiram e com que classe: é o retrato térmico do que está no mercado, da classe A+ à F. Casas novas são quase todas A ou melhor; a questão está nas existentes, que são a maioria do que se compra.
O SCE não publica certificados para São Roque do Pico (nos Açores a certificação é regional).