Distrito de Beja · 1413 habitantes · Baixo Alentejo
Uma casa custa, em mediana, 499 €/m², 78 % abaixo da mediana nacional. É o 271.º concelho mais caro do país em 306, o 14.º em 14 no distrito.
Valores medianos das escrituras dos últimos 12 meses (INE). Os quartis dizem quanto custam as casas mais baratas (1.º) e as mais caras (3.º); as tipologias só existem para 58 concelhos.
Ao preço mediano, um T2 de 80 m² custa 39 920 € e um T3 de 100 m² 49 900 €.
Amostra dos anúncios de venda e arrendamento no imovirtual.com (recolhida a 2026-10-24), comparada com a mediana das escrituras do INE. Os anúncios são preços pedidos: dizem o que está no mercado hoje, não o que se fechou.
Escolhemos os anúncios cujo €/m² está mais perto da mediana da amostra — nem os mais baratos nem os destacados. Cada um pode ser levado ao simulador.
Fonte dos anúncios: imovirtual.com, 1.ª página de resultados por concelho (até 36 anúncios de apartamentos e 36 de moradias), recolhida a 2026-10-24. Preços pedidos, não pagos; a amostra não é o mercado todo.
Rendimentos declarados no IRS por quem reside no concelho (INE/AT) e salários pagos por empresas sediadas no concelho (Quadros de Pessoal).
Inscritos nos centros de emprego em dezembro de cada ano (IEFP, I.P.) por 1 000 habitantes do mesmo ano (INE).
Renda mediana dos novos contratos para 80 m² contra a prestação de um T2 de 80 m² ao preço mediano, com entrada de 10 %, 30 anos e a taxa média atual dos empréstimos à habitação. Não entra o IMI, o condomínio nem os seguros.
Sem renda ou sem preço publicados pelo INE para Barrancos: a comparação não é possível.
Os Censos de 2021 dizem quem é dono e quem arrenda, e quanto pagava cada inquilino conforme a data do contrato. A AIMA, via INE, conta os residentes estrangeiros ano a ano. Juntos mostram quem está exposto às rendas novas e quanta procura chegou de fora.
População estrangeira com estatuto legal de residente (AIMA, publicada pelo INE) a dividir pela população residente. O INE só recebeu dados da AIMA até 2023.
O INE publica onze nacionalidades e junta as restantes em "Outros países".
A linha azul é Barrancos; as cinzentas são os outros concelhos do distrito de Beja; a preta é Portugal.
| Trimestre | Barrancos | Portugal |
|---|---|---|
| 4.º trimestre de 2019 | — | 1094 €/m² |
| 1.º trimestre de 2020 | — | 1127 €/m² |
| 2.º trimestre de 2020 | — | 1146 €/m² |
| 3.º trimestre de 2020 | — | 1167 €/m² |
| 4.º trimestre de 2020 | — | 1190 €/m² |
| 1.º trimestre de 2021 | — | 1197 €/m² |
| 2.º trimestre de 2021 | — | 1218 €/m² |
| 3.º trimestre de 2021 | — | 1251 €/m² |
| 4.º trimestre de 2021 | — | 1297 €/m² |
| 1.º trimestre de 2022 | — | 1346 €/m² |
| 2.º trimestre de 2022 | — | 1402 €/m² |
| 3.º trimestre de 2022 | — | 1446 €/m² |
| 4.º trimestre de 2022 | — | 1484 €/m² |
| 1.º trimestre de 2023 | — | 1509 €/m² |
| 2.º trimestre de 2023 | — | 1541 €/m² |
| 3.º trimestre de 2023 | — | 1579 €/m² |
| 4.º trimestre de 2023 | — | 1611 €/m² |
| 1.º trimestre de 2024 | — | 1633 €/m² |
| 2.º trimestre de 2024 | — | 1661 €/m² |
| 3.º trimestre de 2024 | — | 1709 €/m² |
| 4.º trimestre de 2024 | — | 1777 €/m² |
| 1.º trimestre de 2025 | 470 €/m² | 1845 €/m² |
| 2.º trimestre de 2025 | 418 €/m² | 1923 €/m² |
| 3.º trimestre de 2025 | 492 €/m² | 1991 €/m² |
| 4.º trimestre de 2025 | 499 €/m² | 2076 €/m² |
| 1.º trimestre de 2026 | — | 2168 €/m² |
| 2.º trimestre de 2026 | — | 2264 €/m² |
Preço mediano por m² e renda por freguesia, nos últimos 12 meses. O INE só publica onde há vendas ou contratos suficientes; as restantes freguesias não aparecem.
Sem dados publicados por freguesia para Barrancos.
Fogos licenciados e concluídos em construções novas para habitação (INE), a relação com os nascimentos, e os novos registos de alojamento local por ano (RNAL, só continente). O INE não publica a duração das obras ao concelho: as conclusões são estimadas a partir do prazo previsto na licença.
Movimentos pendulares dos Censos 2021: quem sai do concelho todos os dias para trabalhar ou estudar, e com que concelhos há mais ligações. Quando um quarto da população trabalha na cidade ao lado, o mercado da casa é o dessa cidade.
Quem mora em Barrancos e trabalha em Moura paga 315 €/m² a menos do que lá (39 %), a troco de uma deslocação média de 17 minutos.
Edifícios por época de construção e proporção com necessidade de reparação (Censos 2021), mais as casas vagas e de uso sazonal. Onde há stock antigo e degradado, há casas sem haver oferta.
| Época | Edifícios | % | Portugal % |
|---|---|---|---|
| 2016 - 2021 | 4 | 0,3 % | 1,7 % |
| 2011 - 2015 | 17 | 1,4 % | 1,4 % |
| 2006 - 2010 | 58 | 4,8 % | 6,2 % |
| 2001 - 2005 | 66 | 5,4 % | 8,6 % |
| Antes de 1919 | 81 | 6,7 % | 4,9 % |
| 1991 - 2000 | 100 | 8,2 % | 15,6 % |
| 1981 - 1990 | 133 | 10,9 % | 16,3 % |
| 1946 - 1960 | 180 | 14,8 % | 10,5 % |
| 1919 - 1945 | 258 | 21,2 % | 7,8 % |
| 1961 - 1980 | 319 | 26,2 % | 27,1 % |
Diferença entre quem veio viver para o concelho e quem saiu, por ano (INE, estimativas de população). O preço da casa é também uma consequência de para onde as pessoas se mudam.
Dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico (INE), por ano e por 100 residentes. Mede pressão real, enquanto o RNAL conta licenças.
A taxa de IMI é a única alavanca de preço que a câmara fixa todos os anos. O incumprimento no crédito à habitação vem do Banco de Portugal, ao nível da sub-região (NUTS III). Os novos contratos de arrendamento dizem se há sequer mercado para arrendar.
Sem dados publicados.
Os Censos contam casas vagas de dez em dez anos. A E-Redes publica todos os meses quantos pontos de entrega de eletricidade têm contrato e quanto consomem, por freguesia. Não é o mesmo que "casas vazias" (há garagens e arrecadações), mas é o retrato mais fresco que existe de onde a luz está acesa.
Consumo faturado em baixa tensão (inclui pequeno comércio e iluminação pública) a dividir pelos pontos domésticos com contrato em dezembro. Fonte: E-Redes, dados abertos, CC BY 4.0.
| Freguesia | kWh por casa | Sem contrato /100 |
|---|
Pontos de luz sem contrato por 100 casas com contrato, em dezembro do mesmo ano. Só freguesias com dados do INE e da E-Redes.
Quem vende ou arrenda uma casa tem de pedir um certificado energético. A ADENE publica, por concelho e mês, quantos se emitiram e com que classe: é o retrato térmico do que está no mercado, da classe A+ à F. Casas novas são quase todas A ou melhor; a questão está nas existentes, que são a maioria do que se compra.
O SCE conta só o último certificado de cada fração; uma casa certificada duas vezes aparece uma. Fonte: SCE/ADENE, estatísticas por concelho.